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sábado, 24 de outubro de 2009

Qual a Maneira Correta de se Estudar Dança do Ventre? (Parte III)

É BUSCAR APRESENTAÇÕES E EVENTOS?

Bem amigos da Rede Blog HR, isso já é uma questão mais social do necessariamente complexa como eu iria inicialmente colocar aqui.

Cada caso tem sua nuance própria. Vejamos as situações mais comuns:

  1. Quando a menina começa nessa vida de arte Raks al Sharki bem cedinho, tipo início de adolescência, em geral ela acha tudo lindo e quer curtir esse momento, porque afinal de contas, independente da idade estamos falando de mulheres, que gostam de ter sua auto-estima elevada, independente da idade. A mãe (e é aí é que mora o perigo), reflete na filha tudo aquilo que não tem coragem de colocar em si mesma. Vê a inclinação natural da filha pra arte e começa a inscrever a menina em tudo q é concurso e evento possível e imáginável. (P.S.: Antes que me trucidem e me arrastem na medina, não estou aqui querendo dizer que TODAS AS MÃES DE ADOLESCENTES NA DANÇA DO VENTRE VAÇAM ISSO. Apenas estou citando uma situação extrema, que quer queiramos ou não, existe e é FATO). Particularmente e didaticamente, não considero isso um bom começo, mas as referidas mães fazem uma projeção de futuro dessas meninas como ULTRA-MEGA-STARS... E mais uma vez a didática em segundo (às vezes terceiro) plano.

  2. No caso de eventos simples, geralmente da escola de dança, tem as equilibradas (devotas de N.Sra.da Bicicletinha) e as que querem a todo custo aparecer, ficando bem na frente do restante do grupo. No caso das adolescentes do ítem acima, as mães cobram isso das pobres professoras, deixando-as a beira de um ataque de nervos. O stress "pré-apresentação" e o "estado de graça pós-apresentação" são capitulos a parte. Conversaremos sobre isso mais adiante, em post próprio. Ademais, é um frenesi que só G-ZUIZZZ pra segurar! Tudo isso é fato também, mas nenhum livro ensina. Sou adepta ao bom senso e equilibrio em tudo (é pessoas! sou devota de N.Sra. da Bicicletinha também...)



  3. Agora, assunto polêmico: Os bons e velhos SELOS PADRÃO DE QUALIDADE. São também outro ítem bastante buscado. Coloquei ele na categoria eventos e apresentações porque são objeto de desejo de 9 entre 10 meninas que buscam esse tipo de título. PESSOAS: dançar bem, correto e bonito é necessário e fundamental! Mas o que não podemos esquecer é que BAILARINA não é só um corpo se mexendo ao som de uma música! Ela tem que ser uma cabeça pensante e apta a responder a outras cabeças pensantes que se interessem pela arte. E o que são os selos padrão além de fábricas de clones? Esperem que lá na frente vamos voltar a esse assunto...

  4. Eventos com oficinas são quase que obrigatórios. Fico doente quando participo de um evento e não participo de um determinado workshop. Mas uma coisa é certa: muitas vezes um workshop tem uma proposta simplesmente fantástica, mas é ministrado de forma surreal. Caramba, é um sentimento de vazio, uma coisa tão sem noção, que você se pergunta "o que que eu tô fazendo aqui?". Fora a raiva de ter gastado uma grana num work q num valeu a pena... Agora, tem aqueles works que você num dá nada por ele. Tá fazendo só pra completar o pacote. E no final das contas foi simplesmente maravilhoso! Daqueles que você não anotou nada e vai guardar as informações pra vida toda.

Enfim pessoas, apresentações são deliciosas, eventos... tem uns que são a maior perda de tempo e $$$ da vida, mas tem outros que são inesquecíveis, mas DIFICILMENTE ELES TEM UMA PROPOSTA DIDÁTICA! Nem projeção na arte a maioria deles não dá... Sou capaz até de arriscar o comentário de que, é mais uma questão de sorte do que de realmente se projetar. Cada um tem sua meta e seu propósito...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Qual a Maneira Correta de se Estudar Dança do Ventre? (parte II)







É Apenas Dançar, Dançar e Dançar?

Nenhum de nós nega o bom e velho jargão que diz "a prática leva à perfeição". Mas será que só treinar é suficiente?

Suficiente não é, porém é de extrema importância e que se treine CERTO, com movimentos CORRETAMENTE REALIZADOS e muita atenção à POSTURA, ENCAIXE DE QUADRIL e COLUNA RETA. Uma boa professora tem que atender a esses requisitos em todas as alunas que tenha, a fim de evitar possíveis lesionamentos. Outro detalhe extremamente importante é ALONGAMENTO antes e depois da aula, bem como o AQUECIMENTO antes da aula.

Embora eu já tenha tido oportunidade de ver professoras que dão pouco ou nenhum valor a estes detalhes, isso não é regra. A grande maioria delas dão GRAÇAS AOS DEUSES! rsrsrs... A partir daí vem a dança, geralmente coreografias de apresentações. A partir deste momento, o brilho nos olhos das meninas é evidente. Dança, dança, dança... Acabou a aula. Hora do alongamento e relaxamento.

Pessoal, retrato de uma aula normal. Mas acontece que estamos falando da CULTURA MILENAR DE UM POVO, onde o sincretismo ARTE - SOCIEDADE - RELIGIÃO é muito forte e marcante! Dançar é maravilhoso e a dança é linda, mas como nos mudras da dança indiana, onde está o significado??? Será que a maioria das meninas (aquelas que os olhinhos brilharam quando começou o ensaio da coreografia), sabe o que muita coisa dentro dos movimentos da Dança do Ventre significam? Será que elas sabem por exemplo, o porquê que uma bailarina que entra dançando com o véu, não demora muito ela o descarta ainda no início da sua apresentação?

Pois é...

A desinformação é tamanha amigos, que meus pobres ouvidinhos já tiveram o desprazer de ouvir coisas como "ISSO AÍ NÃO É DANÇA ORIENTAL. É INVENTAÇÃO DE MODA!" (comentário ao Khaleege), ou então "ESSES VESTIDINHOS TÃO PARECENDO ROUPA DE BÓIA-FRIA SEM TERRA" (para a roupa típica da dança do jarro), ou ainda - pasmem - "ISSO AÍ É DANÇA DE PROSTITUTA ÁRABE?" (referindo-se ao Melea Laff). Eu mereço, né?

Vou contar pra vocês uma que aconteceu quando ainda tinha danças na Vila Olímpica de Santa Cruz: Tinham 2 meninas novas na turma. Era a 1ª aula delas. Ao final da aula, era costume nosso bater palmas e gritar a zahlouta (o famoso gritinho lililililiiiii). Enquanto estávamos lá, as meninas foram saindo de fininho sem cumprimentar ninguém. Quando meu marido viu elas saindo (ele assistia todas as aulas. Ele ADORA!), perguntou a elas "pôxa, vocês não vão confraternizar com as meninas?", aí uma delas respondeu "Eu não! Eu vou lá ficar fazendo essas PALHAÇADAS!". Meu, ele ficou revoltado com a falta de respeito à cultura de um povo...

Assim caminha a humanidade...

Eu coloquei uma ocasião à minha professora que sentia muita falta de um estudo mais profundo de todas as nuances da cultura dos países árabes e suas culturas e tradições. Ela me disse que já havia tentado várias vezes passar às alunas um pouco de cultura árabe e folclore, mas o que ela viu foi caras entediadas e olhares do tipo "quando é que a gente vai começar a dançar? Vamos ficar no blablabla o tempo todo?". Daí é que vem a filosofia do dançar, dançar e dançar...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Qual a Maneira Correta de se Estudar Dança do Ventre? (parte I)

Pessoas, tenho me deparado com um conflito existencial na dança, e q meio tá me tirando um pouco o sono. ESTUDO.

Já contei anteriormente pra vocês de como me iniciei na dança do ventre e citei a minha 1ª professora, Semíramis. Embora nossos estudos ficassem um pouco prejudicados pela demanda de um projeto de inclusão social, q tinha seu público de alunas e seus anseios pessoais enquanto projeto, sutilmente e com a tranquilidade que é peculiar à Semíramis, íamos aprendendo com ela todo o universo que envolve essa arte.

Quando o projeto de danças da Vila Olimpica Oscar Schmidt, na Zona Oeste do Rio de Janeiro acabou, me senti um pouco "orfã", mas a vida continua e caminhamos, porque a fila anda... Começa então minha maratona de busca a uma nova professora, porque embora Semíramis não tenha deixado de lecionar (ela tem um estúdio), nossos horários são meio incompatíveis, sem contar q é um pouco contramão o local do estúdio dela pra mim.

Cada professora com quem tive oportunidade de aprender tinha uma nuance própria, tanto de ensinar, quanto lidar com suas alunas. O tempo ia se passando e ainda não tinha encontrado quem preenchesse a lacuna deixada pela minha querida mestra.

Como o tempo infelizmente não está mais ao meu favor, resolvi empreender uma busca pessoal pelos estudos teóricos que estava sentindo falta. A internet é definitivamente uma ferramenta fantástica, mas ao mesmo tempo é meio que uma "terra de ninguém" no q diz respeito ao leque de informações. As redes de relacionamento como o orkut por exemplo, permite um vasto cabedal de informações, mas também permite QUALQUER INFORMAÇÃO, o que significa que não é muito difícil encontrar coisas totalmente sem noção, e ainda com a pretensão de serem "verdades absolutas" da cultura.

É inimaginável a quantidade de bobagens que você pode encontrar nos perfis e comunidades orkutianas. Tem horas que eu não sei se morro de rir ou caio em choro convulsivo!

Não vou aqui exemplificar bobagens que somos capazes de encontrar sem ter muito trabalho em procurar, porquê este não é meu propósito. Pra isso já temos bastante PSEUDO-SÁBIOS pra fazê-lo. Meu propósito e compromisso é com as informações corretas, não com abobrinhas internéticas.

Enfim, daí parto pra uma série de postagens e questionamentos sobre o assunto, e quem sabe ter uma luz do como devo me comportar enquanto profissional no futuro para preparar uma pessoa para a arte. QUAL É A MANEIRA CORRETA DE SE ESTUDAR DANÇA DO VENTRE?

  • É apenas dançar, dançar e dançar?
  • É buscar apresentações e eventos?
  • É se preocupar com indumentária, acessórios e tals?
  • É investir em workshops, participação em festivais, etc?
  • É investir em livros e revistas q falem não só sobre a arte, mas como tb a cultura em geral?
  • É se preparar para ganhar todos os concursos que puder?
  • É se preparar para ganhar um SELO PADRÃO DE QUALIDADE qualquer?
  • Ou serão TODAS AS ALTERNATIVAS ANTERIORES?
  • Será que é NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ACIMA?

Deixo pra vocês essas perguntas no ar. Bauces!

domingo, 15 de março de 2009

14/03/2009 - Meu 1º Workshop

Fiz meu primeiro workshop com o grande nome da Dança Tribal Gipsy e Fusões - RHADA NASCHPITZ.

Foi maravilhoso descobrir a versatilidade do tribal, sob o ponto de vista das diversas danças folclóricas gitanas, tradicionais de diversos povos e tb de dança moderna, como o gótico, por exemplo.

Eu nunca vi em toda a minha vida na dança (q não é muita, rsrsrs) uma pessoa q transparecesse dança. Nossa, é muito difícil explicar, mas ela vive a dança, transcende a dança.
Nas performances da Rhada, parece q ela sai do corpo, sei lá! Nem parece ela mesma...

Realmente isso me encantou. A pessoa Rhada tb é fantástica. Super carismática. Não vejo a hora de ter aulões mensais de Gipsy com ela no Espaço Balady, onde tenho aulas.

Meu próximo work será de performance com véu e espada, com minha professora Dani Fernandes. Sinceramente nunca vi uma apresentação assim. Conto os dias pra esse agora!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

14/02/2009 - Minha Professora

Depois de ficar órfã de professora, pois minha sempre e eterna mestra Semíramis vai se reciclar, fui conhecer a professora indicada por ela pra substitui-la.

O nome dela é DANIELA FERNANDES. Quando a ví, senti algo se transformando na minha cabeça. De um momento para o outro, como num passe de mágica, a procura q tinha até aquele momento a finalidade de não me deixar parada, voltou a ter uma importância transcedental na minha vida. Tal como quando vi Semíramis pela 1ª vez, na vila olímpica, quando estava me inscrevendo pra fazer Yoga e fui impelida à Dança do ventre, me vi de novo dançando, trajada de dançarina num palco na frente do público.

Desde o ínicio, a simpatia foi mútua e singela, até bem porque a Dani estava acompanhada de uma ex-colega de vila olímpica, a Isabela. Foi incrível.
Simplesmente, de atividade física a coisa voltou a tomar forma de estudo, com perspectiva de 2 workshops e as minhas tão esperadas e aconselhadas aulas de ballet (minha amiga Mariela Maia me aconselhou a paralelamente estudar ballet pra favorecer a Dança do Ventre), pois o espaço dela tem aulas de ballet e outras atividades.

A conversa flutuou entre piadas (do meu marido que também simpatizou muito com a Dani), discussões sobre profissionalização (último nível das aulas dela), teoria, ritmos, mais piadas, tattoos...
O auge de nosso encontro foi a noticia MARAVILHOSA de que ela ensina Tribal. Ali, eu acho que todo o sonho se consumou na minha alma: sempre quis fazer tribal, e ali estava a minha chance de unificar todo meu processo de aprendizado na dança.

Minha estória na Dança do Ventre não começa aqui. Começa numa certa vila olímpica, com uma pessoa q vai ficar pra sempre no meu coração: SEMÍRAMIS
Ela transformou o que era simples interesse em paixão. Me ensinou a amar e respeitar essa cultura milenar.
Agora, começa a minha estória de luta, aprendizado e dança, rumo a profissionalização.