• Como Tudo Começou...
Por volta de 5500 a.C., as tribos que habitavam as ribeiras do Nilo começaram a se unificar. Em 4000 anos, a civilização que se desenvolveu ali seria a mais poderosa da Terra no mundo antigo.
A agricultura rudimentar aglutinou os grupos em torno de terras férteis, ao mesmo tempo que era preciso alimentar mais gente. Assim, os egípcios desenvolviam métodos de produção agrícola mais eficientes e intensificaram a criação de gado, porcos, cabras e ovelhas para abate, e cavalos e camelos para tração e transporte.
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| Aegyptiaca |
No que ficou conhecido como Período Naqada (3800 – 3100 a. C.), várias cidades se agruparam e formaram duas grandes unidades administrativas: O reino do Alto Egito (da 1ª catarata do Egito até Mênfis) e o reino do Baixo Egito (no delta). Os habitantes passaram a chamar o país de “tauí” (“duas terras”).
Internamente, depois de muita briga, em 3100 a.C., as 22 unidades políticas (conhecidas como NOMOS) do Alto e Baixo Egito foram unificadas e passaram a formar um longo e estreito país regido por um único rei – supostamente Menés, o primeiro faraó. Este sistema funcionou satisfatoriamente por 3000 anos. Durante séculos, o Egito foi o maior império da Terra – ia da Palestina, ao norte (chegando até a Cicília, a nordeste), à Núbia ao sul. A oeste, estendia-se até a Líbia.
• Os Faraós
Governantes e divindades ao mesmo tempo. Raras figuras políticas da história personificaram essa poderosa função tão bem quanto os faraós... e as mulheres garantiram o seu espaço – tanto no auge, com Hatshepsut; quanto na decadência, com Cleópatra VII (conhecida popularmente em produções de Hollywood, com a impagável e saudosa Elizabeth Taylor, na superprodução Cleópatra – A Rainha do Egito).
Foram 330 reis em 30 dinastias. Depois da unificação do Alto e do Baixo Egito em 3100 a.C., nasceu a figura do faraó...
A palavra faraó vem da versão grega da Bíblia, onde aparece na versão de pharaõ (ou varão, como popularmente conhecemos). Eta palavra grega deriva por sua vez da expressão egípcia per-ca, “a grande casa”, que se referia ao palácio real, sede do poder. Mas esta é uma outra história... Aguardem a PARTE 2 - DINASTIAS.
Referências Bibliográficas:
Redford, Donald Bruce. 1986a. "The Name Manetho". In Egyptological Studies in Honor of Richard A. Parker Presented on the Occasion of His 78th Birthday, December 10, 1983, edited by Leonard H. Lesko. Hannover and London: University Press of New England. 118–121. ISBN 0-87451-321-9.
JOHN DILLERY, The First Egyptian Narrative History: Manetho and Greek Historiography, aus: Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik 127 (1999) 93–116
EDIÇÃO ESPECIAL, In. Aventuras Na História, Ed. Abril, 2011, São Paulo.



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