O país foi comandado por apenas 30 famílias até a derrocada em 31 a.C., sob o comando de Cleópatra. Durante a 1ª e 2ª dinastias (3100 – 2950 a.C.) surge a escrita; entre 4ª e 8ª (2950 – 2575 a.C.) são construídas as grandes pirâmides; entre a 9ª e a 11ª (2125 – 1975 a.C.) o país é dividido em 2 estados; no período da 18ª e 20ª dinastias (1539 – 1075 a.C.) o Egito vê passar pelo trono alguns dos faraós mais importantes da sua história. O império atinge seu auge.
Esta é uma relação organizada cronologicamente e por dinastias, de acordo com a Lista de Maneto e pesquisas arqueológicas realizadas. Nos baseamos essencialmente pelo montante da obra do THE BRITISH MUSEUS:
- PERÍODO PRÉ-DINÁSTICO
- PRÉ-DINASTIA DO BAIXO EGITO (???? – 3150 a.C.)
- PRÉ-DINASTIA DO ALTO EGITO ou DINASTIA ZERO (??? – 3150 a.C.)
- PERÍODO DINÁSTICO – 3150 a 30 a.C.
ÉPOCA ARCAICA OU
TINITA (3150 – 2687 a.C.)
A primeira dinastia de faraós egípcios faz parte,
juntamente com a segunda dinastia, da Época Tinita, por terem origem em Tis no
Alto Egito), de 3200 a.C. até 2778 a.C. Estas datas são controversas e diversos
estudiosos oferecem períodos com datas diferentes.
II Dinastia – 2926 a 2686 a.C.
- IMPÉRIO ANTIGO MENFITA – 2686 a 2175 a.C.
III Dinastia – 2686 a
2667 a.C.
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| Pirâmide em Degraus |
IV Dinastia – 2613 a
2494 a.C
V Dinastia – 2493 a
2344 a.C
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| Mênfis |
VI Dinastia – 2344 a
2175 a.C.
- PRIMEIRO PERÍODO INTERMÉDIO – 2175 a 2040 a.C.
VII Dinastia – 2175 a
2165 a.C.
Maneton se refere a existência de “70 reis em 70 dias”,
talvez uma alusão à instabilidade política do período. Muito pouco se conhece
dos faraós desta dinastia.
VIII Dinastia – 2165
a 2140 a.C
Também não se conhece muito sobre os reis desta dinastia.
Muitos tomam o nome Neferirkaré, possivelmente em referência ao rei Pepi II.
IX Dinastia
| Heracleópolis |
- IMPÉRIO MÉDIO TEBANO – 2040 a 1773 a.C.
XI Dinastia
XII Dinastia
- SEGUNDO PERÍODO INTERMÉDIO: O Domínio Hicso – 1785 a 1550 a.C.
XIV Dinastia
Um dos reinos tinha a sua capital em Xois e os seus monarcas controlavam a região ocidental do Delta. Pouco se sabe sobre estes reis, sendo possível que já fossem contemporâneos da XIII dinastia.
O outro reino situava-se na região oriental do Delta e tinha capital Auaris. Foi fundado por Nehesi por volta de 1715-1720 a.C.. Os seus soberanos tinham uma cultura egípcia, apesar do reino possuir uma grande quantidade de população asiática. É aqui que se fixam os Hicsos que a partir daqui acabarão por alargar a sua influência ao Egito.
XV Dinastia
Inicia o denominado Segundo Período Intermediário e foi a
dinastia em que os hicsos tomaram o poder no Egito, poder que perdurou até a XVII
dinastia.
Composta por reis Hicsos que governaram entre
aproximadamente 1650 - 1550. Os reis desta dinastia governaram ao mesmo tempo
que alguns reis da XIII, XIV e XVI. A ordem dos reis apresentada pode não
corresponder à real ordem de sucessão.
XVI Dinastia
Foi uma dinastia em que o poder do Egito estava divido entre
governantes hicsos. Essa dinastia coexistiu paralelamente com a XV dinastia,
sendo esta, porém, composta por governantes hicsos de menor importância em Tebas
e que influenciavam o Alto Egito.
A maioria dos nomes dos governantes são sabidos atualmente
graças ao Papiro de Turim, um documento, atualmente no Museu Egípcio de Turim,
que contém vários nomes de soberanos e personalidades egípcias.
Como na maioria das dinastinas anteriores a 18ª, a ordem, os
nomes e a data de reinados dos soberanos são incertas.
XVII Dinastia
Após tomar o poder, os egípcios apagaram o nome dos governantes hicsos e retrataram seus antepassados como governantes verdadeiros, por isso durante muito tempo houve certa confusão sobre quem detinha o poder central nesta dinastia.
Supõe-se que foi nesta dinastia que ocorreu a história de José do Egito, retratada na Bíblia, na qual José, um israelita, entra no Egito como escravo e, após decifrar o sonho profético do faraó hicso, é elevado ao cargo de governador do Egito, uma espécie de chanceler. Depois de José, se inicia a escravidão do povo israelita que termina na XIX dinastia com Moisés guiando o povo para Canaã.
A XVII dinastia teve dois poderes paralelos, o central dos
hicsos e faraós egípcios apoiados pela casta dos sacerdotes que governavam o
Sul. Após a derrota final dos hicsos, por Ahmés I, alguns nomes de faraós hicsos
foram apagados propositalmente, bem como os registros de sua história e datas
de reinados.
- IMPÉRIO NOVO TEBANO – 1560 A 1070 a.C.
O Império Novo é considerado hoje como uma continuidade, em
certa medida, do Império Médio. Decorreu entre c. 1560 e 1070 a. C.,
correspondendo ao período entre a XVIII e a XX dinastia. Também irradiou de
Tebas, iniciando-se sob o signo da recuperação da identidade egípcia perdida
durante o Segundo Período Intermédio (ou Período dos Hicsos, povo que invadiu o
Delta). É também conhecido como Segundo Império Tebano (o primeiro foi o
Império Médio). O Império Novo celebrou também o Egito como, talvez, a maior potência
política, militar e econômica da segunda metade do II Milênio a.C.
O domínio egípcio estendeu-se a leste até ao Eufrates, com avanços e recuos, e a sul até à quinta catarata do Nilo, no reinado de Tutmés I, com uma forte presença na região da Síria, na Palestina e na Mesopotâmia ocidental, criando uma situação de alguma prosperidade e riqueza proveniente do exterior, sendo visível inclusive a presença de influências estrangeiras nas tradições culturais, na língua e na religião. Os territórios dominados eram administrados pelo exército egípcio e sobretudo por funcionários civis, nomeadamente governadores provinciais, os rabisu, permanecendo muitos centros de população nas mãos de príncipes locais. O panorama de conquista cultural e militar egípcia era visível nas cidades amuralhadas e nos postos comerciais existentes por quase toda a Núbia.
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| Hatshepsut |
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| Akhenaton |
XVIII Dinastia
Começa com a vitória dos príncipes de Tebas da XVII Dinastia
sobre os Hicsos, senhores então do Egito que, na altura, se estendia do Sudão à
Síria, representando uma das grandes potências da Antiguidade.
O deus de Tebas, Amon, torna-se na principal divindade egípcia, identificado com Ra, deus-Sol, na forma de Amon-Ra, rei dos deuses. A este deus e ao seu clero serão consagradas avultadas parcelas das riquezas que afluíam ao Egito.
O deus de Tebas, Amon, torna-se na principal divindade egípcia, identificado com Ra, deus-Sol, na forma de Amon-Ra, rei dos deuses. A este deus e ao seu clero serão consagradas avultadas parcelas das riquezas que afluíam ao Egito.
Os primeiros reis e fundadores da XVIII Dinastia, Kamés e Amósis, defendem o Egito dos Núbios a sul e dos beduínos a leste. A primeira fronteira foi estabilizada pelos faraós Tutmósis I e II que conquistam o reino núbio e as suas minas de ouro.
Regras complexas de sucessão dinástica favorecem as herdeiras reais. Uma delas, Hatshepsut (rainha c. 1503-1482 a. C.), mulher e meia-irmã de Tutmósis II, à morte deste, toma o trono, governando com o seu enteado, o pequeno Tutmósis III, príncipe consorte que, à morte da rainha, toma efetivamente o poder. Empreende campanhas para submeter os pequenos reinos da Palestina e uma grande parte da Síria. Avança ainda mais na Núbia, até Napata.
Os seus sucessores continuam esta política de expansão. Porém, concluem um acordo com Mittani, grande potência regional de então. Este acordo procurava harmonizar as esferas de influência dos dois reinos sobre a Palestina e a Síria.
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| Nefertiti |
A arte da XVIII dinastia, dita "Amarniana", é uma arte realista e inspirada, baseada no novo mundo religioso e na expressão do indivíduo. Todavia, a sua nova fé traz problemas. O poderoso clero de Amon subleva-se contra Ankhenaton, cuja conduta política não apresentava sinais de dureza, sendo brando e cordial.
Com a sua morte, a antiga ordem religiosa e política é restaurada imediatamente pelo militar Horemheb. A este sucederá o seu ministro, que adotará o nome de Ramsés I, fundador da XIX Dinastia (c. 1320-1200 a. C.).
Foi fundada em 1293
a.C. quando o faraó Ramsés I assumiu o trono. O último faraó da XVIII dinastia,
Horemheb, conseguiu no seu reinado de cerca de um quarto de século estabilizar
o Império Egípcio e as suas fronteiras, após o conturbado período dos Reis de
Amarna. Contudo, morreu sem herdeiros e deixou como sucessor o seu vizir: Paramesse,
agora, Ramsés I.
O Egito conheceu
um esplendor inimaginável e que hoje associamos a toda a época do Império Novo.
Tanto no curto reinado de pouco mais de uma década de Seti I, como no anormalmente
longo reinado de 64 anos de Ramsés II, as campanhas militares
sucederam-se e o Egito era a primeira potência da zona do Médio Oriente e Norte
de África.
Com a morte de
Ramsés II, o Grande, entrou também em declínio a época áurea do Egito faraónico.
O seu filho e sucessor Merenptah teve de enfrentar um período de crescente
instabilidade durante o seu reinado de cerca de um década. Quando da sua morte,
ocorreu um hiato na sucessão no Trono das Duas Terras: os indícios
arqueológicos apontam para um verosímil golpe de Estado em que um príncipe
secundogénito, Amenmesés, terá aproveitado a ausência do presuntivo herdeiro
para tomar o poder durante quatro anos. Aquele que se pensa ser o verdadeiro
herdeiro do faraó Merenptah, o príncipe Seti-Merenptah, parece ter
conseguido recuperar o trono por volta de 1199 a.C., com o nome de Seti II. A
instabilidade da linhagem real é o reflexo das crescentes conturbações
políticas e econômicas que iam crescendo no Egito, não raras vezes despoletadas
por fatores externos. De fato, o Egito cada vez mais se abria ao Mundo
Mediterrânico, perdendo o isolamento quase total que o seu enquadramento
geográfico lhe proporcionava. Já desde o Império Médio que as relações
diplomáticas, quer hostis quer amigáveis, se vinham intensificando. Com faraós
como Amenhotep III, da XVIII dinastia ou Ramsés II, da XIX dinastia, tal
intercâmbio com o estrangeiro atinge apogeus de intensidade. Situação que se
mantém em continuo daí em diante e que levará a situações como a vivida por Ramsés
III face aos Povos do Mar.
XX Dinastia
- TERCEIRO PERÍODO INTERMÉDIO: A ÉPOCA BAIXA – 1069 à 715 a.C.
Se estende entre
aproximadamente 1070 a.C. e 664 a.C., compreendendo a XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV
dinastias. Durante este período assistiu-se à fragmentação do poder político,
com a emergência de vários centros de poder, controlados em alguns casos por
povos de origem estrangeira (Líbios e Núbios). Apesar das vicissitudes
políticas, o Terceiro Período Intermediário foi em termos gerais caracterizado
por um clima de paz.
XXI
Dinastia
XXII Dinastia
Demarca o início
da decadência irreversível do Novo Império. Ocorreu duranto o 3º Período
Intermediário e durou do ano de 945a.C. até 712a.C. O reinado foi em Bubastis.
Estes reis eram líbios, quer dizer que eram estrangeiros. Esta dinastia fez
gastos militares excessivos; isto arruinou o Egito. O arqueólogo David Rohl
especula que a XXI e a XXII dinastias reinaram juntas, ao mesmo tempo, em
capitais distintas (informação carece de fontes).
XXIII Dinastia
Contém várias
linhagens de faraós reinando, às vezes ao mesmo tempo, em Tebas, Hermópolis, Leontópolis
e Tanis.
XXIV Dinastia
XXV Dinastia
- PERÍODO SAITA – 715 a 525 a.C.
É
marcada pelo reinado de Psammetik I (664-610). Ele expulsa os assírios e,
assim, consegue estabilizar o país. Seu sucessor, Necau, exerce a mesma
política.
XXVI Dinastia
- PERÍODO PERSA – 525 à 332 a.C.
Ele
começa com a conquista do Egito por Cambises. Com a morte de Dario II, em 405
a.C., os egípcios reconquistam a sua independência.
XXVII Dinastia
Foi a
dinastia na qual o Egito foi anexado ao gigantesco Império Persa da Dinastia
Aquemênida pelo imperador, e então, faraó Cambisés II.
XXVIII Dinastia
XXIX Dinastia
XXX Dinastia
XXXI Dinastia
- ÉPOCA GRECO-ROMANA – 332 à 30 a.C
Dinastia Ptolemaica
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| Cleópatra VII |
A dinastia insere-se no período helenístico, época que decorre entre a morte de Alexandre e a ascensão do Império Romano, durante a qual se assistiu à difusão da civilização grega pela bacia do mar Mediterrâneo, criando novas formas artísticas, religiosas e políticas. Embora tivesse uma origem estrangeira, a dinastia ptolemaica respeitou a cultura egípcia, revivendo alguns dos seus aspectos do passado e adotando as suas divindades.
Referências
Bibliográficas:
Redford, Donald Bruce. 1986a. "The Name Manetho".
In Egyptological Studies in Honor of Richard A.
Parker Presented
on the Occasion of His 78th Birthday, December 10, 1983, edited by Leonard H. Lesko. Hannover and London: University Press of New
England. 118–121.
JOHN
DILLERY, The First Egyptian Narrative
History: Manetho and Greek Historiography, aus: Zeitschrift für Papyrologie
und Epigraphik 127 (1999) 93–116
http://antigoegipto.com.sapo.pt/
University College London
Shaw, Ian, ed (2000). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford
University Press.
Kim Ryholt,
The Political Situation in Egypt during the Second Intermediate Period
c.1800-1550 B.C." by Museum Tuscalanum Press. 1997.
Grandes
Impérios e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol.1 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado, 1996.
Egito, Império Novo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto
Editora, 2003-2011.Grandes Império e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol. 1 pg. 37 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado (Brasil e Portugal), 1996























































1 comentários:
Gostaria de pedir desculpas a todos pela demora em postar este artigo, pois por ser longo, demandando tempo de leitura e pesquisa, tive que me dividir em outras atividades.
Portanto, agradeço a todos pela paciência e as diversas colaborações de fontes que recebemos, e desejo que este trabalho seja proveitoso a todos que dele extrairem informações.
=***
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