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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

EGITO – Da Antiguidade aos Dias Atuais - Capitulo II

Parte 2 – Os Faraós



O país foi comandado por apenas 30 famílias até a derrocada em 31 a.C., sob o comando de Cleópatra. Durante a 1ª e 2ª dinastias (3100 – 2950 a.C.) surge a escrita; entre 4ª e 8ª (2950 – 2575 a.C.) são construídas as grandes pirâmides; entre a 9ª e a 11ª (2125 – 1975 a.C.) o país é dividido em 2 estados; no período da 18ª e 20ª dinastias (1539 – 1075 a.C.) o Egito vê passar pelo trono alguns dos faraós mais importantes da sua história. O império atinge seu auge.

Esta é uma relação organizada cronologicamente e por dinastias, de acordo com a Lista de Maneto e pesquisas arqueológicas realizadas. Nos baseamos essencialmente pelo montante da obra do THE BRITISH MUSEUS:



  • PERÍODO PRÉ-DINÁSTICO


  • PRÉ-DINASTIA DO BAIXO EGITO (???? – 3150 a.C.)

Esta dinastia é composta pelos soberanos que governaram a região do Delta do Nilo, antes da unificação. Ela não existe na Lista Real de Maneton e possui apenas alguns vestígios arqueológicos.



  • PRÉ-DINASTIA DO ALTO EGITO ou DINASTIA ZERO (??? – 3150 a.C.) 



  • PERÍODO DINÁSTICO – 3150 a 30 a.C.

Paleta de Narmer
ÉPOCA ARCAICA OU TINITA (3150 – 2687 a.C.)
  
I Dinastia – 3150 a 2926 a.C.

A primeira dinastia de faraós egípcios faz parte, juntamente com a segunda dinastia, da Época Tinita, por terem origem em Tis no Alto Egito), de 3200 a.C. até 2778 a.C. Estas datas são controversas e diversos estudiosos oferecem períodos com datas diferentes.

Os documentos históricos desta época são escassos, se resumem a monumentos e alguns objetos que com o nome dos faraós. A PALETA DE NARMER, placa cerimonial com inscrições representando o acontecimento histórico da unificação do Alto e Baixo Egito, é sem dúvida, destes objetos, o mais importante e estudado. Uma das razões para esta falta de documentação deve-se ao fato da escrita estar em desenvolvimento,  não havendo até então um formato dos hieróglifostal qual conhecemos.



II Dinastia – 2926 a 2686 a.C.



  • IMPÉRIO ANTIGO MENFITA – 2686 a 2175 a.C.


III Dinastia – 2686 a 2667 a.C.
Pirâmide em Degraus

Marcada pelo início de construções de complexos funerários em forma piramidal e de um período de paz que durou cerca de 500 anos.




IV Dinastia – 2613 a 2494 a.C

Foi durante esta dinastia que foram construídas as grandes pirâmides de Gizé.


 
V Dinastia – 2493 a 2344 a.C

A nobreza começava a ameaçar a hegemonia monarquica. Antes da Quinta Dinastia, o faraó era considerado um “deus vivo”, porém agora, ainda deus, era considerado filho encarnado de Rá, o deus sol e a mais importante divindade egípcia. Cada vez que Rá e seus sacerdotes subiam de importância, o poder do "rei-deus" diminuía. Depois vieram os problemas econômicos, pois o Egito pagou alto preço para a construção das pirâmides, sendo também oneroso mantê-las.



 
Mênfis
VI Dinastia – 2344 a 2175 a.C.

Considerada como a última dinastia do Império Antigo, precede a um período de decadência política e social a que se denomina Primeiro Período Intermediário. Durante a VI dinastia, a capital do Egito continuou a ser Mênfis.




  • PRIMEIRO PERÍODO INTERMÉDIO – 2175 a 2040 a.C.


VII Dinastia – 2175 a 2165 a.C.

Maneton se refere a existência de “70 reis em 70 dias”, talvez uma alusão à instabilidade política do período. Muito pouco se conhece dos faraós desta dinastia.



 
VIII Dinastia – 2165 a 2140 a.C

Também não se conhece muito sobre os reis desta dinastia. Muitos tomam o nome Neferirkaré, possivelmente em referência ao rei Pepi II.



IX Dinastia

Foi uma época em que o Egito estava divido sendo governado ao mesmo tempo pelas IX, X e XI dinastias,  também conhecidas por dinastias heracleopolitanas, pois tiveram como capital a cidade de Heracleópolis.
Heracleópolis



Papiro de Turim
X Dinastia

O Papiro de Turim lista mais 8 faraós para esta dinastia, porém seus nomes estavam danificados e inindentificáveis.


  
  • IMPÉRIO MÉDIO TEBANO – 2040 a 1773 a.C.


XI Dinastia

A XI dinastia divide-se entre o fim do Primeiro Período Intermediário e o começo do Império Médio. Os quatro primeiros faraós ainda faziam parte do Período Intermediário, enquanto os três últimos já faziam parte deste período que abordamos agora.



XII Dinastia

É a mais estável entre todas as dinastias anteriores. A capital Tebas, depois foi transferida para uma cidade chamada "Amenemhat-itj-tawy" (Amenem-hat, o Senhor das Duas Terras), também conhecida somente por Itjtawy (com o j fazendo som de i). A localização desta capital ainda não foi descoberta, mas acredita-se que seja próxima ao Fayum. Os egiptologistas consideram esta a dinastia o ápice do Império Médio.



 
  • SEGUNDO PERÍODO INTERMÉDIO: O Domínio Hicso – 1785 a 1550 a.C.


Pintura de Soldados Hicsos
XIII Dinastia

Freqüentemente descrita como uma era de caos e desordem, no entanto, o período pode ter sido mais pacífico do que se imaginava. A dinastia foi eventualmente derrubada pelos Hicsos. A ordem dos reis é controversa.



 
XIV Dinastia

Os seus reis pertencem a dois reinos rivais que existiram em áreas diferentes do Baixo Egito (Delta do Nilo).

Um dos reinos tinha a sua capital em Xois e os seus monarcas controlavam a região ocidental do Delta. Pouco se sabe sobre estes reis, sendo possível que já fossem contemporâneos da XIII dinastia.

O outro reino situava-se na região oriental do Delta e tinha capital Auaris. Foi fundado por Nehesi por volta de 1715-1720 a.C.. Os seus soberanos tinham uma cultura egípcia, apesar do reino possuir uma grande quantidade de população asiática. É aqui que se fixam os Hicsos que a partir daqui acabarão por alargar a sua influência ao Egito.




XV Dinastia

Inicia o denominado Segundo Período Intermediário e foi a dinastia em que os hicsos tomaram o poder no Egito, poder que perdurou até a XVII dinastia.

Composta por reis Hicsos que governaram entre aproximadamente 1650 - 1550. Os reis desta dinastia governaram ao mesmo tempo que alguns reis da XIII, XIV e XVI. A ordem dos reis apresentada pode não corresponder à real ordem de sucessão.

Apesar de terem tomado o poder, os hicsos nunca foram totalmente aceitos pelos egípcios e, até a sua derrota na XVII dinastia, foram alvos de muitas rebeliões e guerras civis, sempre apoiadas pela casta sacerdotal. Após o fim desta dinastia, os hicsos perderam a influência sobre o Alto Egito, tendo este um poder e um faraó paralelo sempre oposto aos chassôs, como os egípcios denominavam pejorativamente os hicsos.





XVI Dinastia


Foi uma dinastia em que o poder do Egito estava divido entre governantes hicsos. Essa dinastia coexistiu paralelamente com a XV dinastia, sendo esta, porém, composta por governantes hicsos de menor importância em Tebas e que influenciavam o Alto Egito.

A maioria dos nomes dos governantes são sabidos atualmente graças ao Papiro de Turim, um documento, atualmente no Museu Egípcio de Turim, que contém vários nomes de soberanos e personalidades egípcias.

Como na maioria das dinastinas anteriores a 18ª, a ordem, os nomes e a data de reinados dos soberanos são incertas.



XVII Dinastia

Essa foi uma dinastia marcada por diversos conflitos na tentativa de expulsar os invasores hicsos do Egito, o quê só foi conseguido, aproximadamente, no ano de 1550 a.C. quando Ahmés I (ou Amósis) expulsou finalmente o último governante Hicso, fundou a XVIII dinastia e iniciou o período conhecido como Império Novo.

Após tomar o poder, os egípcios apagaram o nome dos governantes hicsos e retrataram seus antepassados como governantes verdadeiros, por isso durante muito tempo houve certa confusão sobre quem detinha o poder central nesta dinastia.

Supõe-se que foi nesta dinastia que ocorreu a história de José do Egito, retratada na Bíblia, na qual José, um israelita, entra no Egito como escravo e, após decifrar o sonho profético do faraó hicso, é elevado ao cargo de governador do Egito, uma espécie de chanceler. Depois de José, se inicia a escravidão do povo israelita que termina na XIX dinastia com Moisés guiando o povo para Canaã.

A XVII dinastia teve dois poderes paralelos, o central dos hicsos e faraós egípcios apoiados pela casta dos sacerdotes que governavam o Sul. Após a derrota final dos hicsos, por Ahmés I, alguns nomes de faraós hicsos foram apagados propositalmente, bem como os registros de sua história e datas de reinados.




  • IMPÉRIO NOVO TEBANO – 1560 A 1070 a.C.

Templo de Luxor - Tebas

O Império Novo é considerado hoje como uma continuidade, em certa medida, do Império Médio. Decorreu entre c. 1560 e 1070 a. C., correspondendo ao período entre a XVIII e a XX dinastia. Também irradiou de Tebas, iniciando-se sob o signo da recuperação da identidade egípcia perdida durante o Segundo Período Intermédio (ou Período dos Hicsos, povo que invadiu o Delta). É também conhecido como Segundo Império Tebano (o primeiro foi o Império Médio). O Império Novo celebrou também o Egito como, talvez, a maior potência política, militar e econômica da segunda metade do II Milênio a.C.

O domínio egípcio estendeu-se a leste até ao Eufrates, com avanços e recuos, e a sul até à quinta catarata do Nilo, no reinado de Tutmés I, com uma forte presença na região da Síria, na Palestina e na Mesopotâmia ocidental, criando uma situação de alguma prosperidade e riqueza proveniente do exterior, sendo visível inclusive a presença de influências estrangeiras nas tradições culturais, na língua e na religião. Os territórios dominados eram administrados pelo exército egípcio e sobretudo por funcionários civis, nomeadamente governadores provinciais, os rabisu, permanecendo muitos centros de população nas mãos de príncipes locais. O panorama de conquista cultural e militar egípcia era visível nas cidades amuralhadas e nos postos comerciais existentes por quase toda a Núbia.


Hatshepsut
Do Império Novo chegam-nos nomes como Tutmés III e sua rainha e regente, Hatshepsut, que conduziram o Egito ao domínio territorial de vastas regiões até ao Eufrates, além da manutenção das expedições à Síria. Depois, veio a prosperidade com Amenhotep (Amenófis) III, pai do polêmico e revolucionário Amenhotep IV, o faraó que elegeu Aton como deus único e mudou o seu nome para Ankhenaton e também a capital egípcia para Akhetaton (Amarna), iniciando o período mais peculiar do Império Novo, do monoteísmo e das reformulações estético-artísticas subjacentes.

Akhenaton
Mas o Império Novo foi o berço de grandes realizações humanas do Egito Antigo e mostra da sua civilização. Desde o Vale dos Reis, sepultura dos faraós deste período, aos templos de Luxor e Karnak ou Abu Simbel, não faltam referências artísticas a esta época, muito conhecida pelo pobre e secundário túmulo de Tutankhamon, hoje mais considerado que outros similares desaparecidos mas de maior valor e brilho artísticos. A pintura, a escultura e o relevo, as artes menores e a literatura foram também soberbamente desenvolvidas e difundidas nesta época. O longo reinado de Ramsés II foi o mais fecundo período artístico do Império Novo, época de intercâmbios não apenas econômicos mas também culturais, de afirmação do poder egípcio (protetorados de Canaã, Síria e Fenícia), paz e diplomacia mas também de animação cultural e religiosa. Depois do Império Novo, nunca mais o Antigo Egito se reencontrou aos níveis de civilização que conhecera até à XX dinastia.



XVIII Dinastia
Amósis I

Começa com a vitória dos príncipes de Tebas da XVII Dinastia sobre os Hicsos, senhores então do Egito que, na altura, se estendia do Sudão à Síria, representando uma das grandes potências da Antiguidade.
O deus de Tebas, Amon, torna-se na principal divindade egípcia, identificado com Ra, deus-Sol, na forma de Amon-Ra, rei dos deuses. A este deus e ao seu clero serão consagradas avultadas parcelas das riquezas que afluíam ao Egito.

Os primeiros reis e fundadores da XVIII Dinastia, Kamés e Amósis, defendem o Egito dos Núbios a sul e dos beduínos a leste. A primeira fronteira foi estabilizada pelos faraós Tutmósis I e II que conquistam o reino núbio e as suas minas de ouro.

Regras complexas de sucessão dinástica favorecem as herdeiras reais. Uma delas, Hatshepsut (rainha c. 1503-1482 a. C.), mulher e meia-irmã de Tutmósis II, à morte deste, toma o trono, governando com o seu enteado, o pequeno Tutmósis III, príncipe consorte que, à morte da rainha, toma efetivamente o poder. Empreende campanhas para submeter os pequenos reinos da Palestina e uma grande parte da Síria. Avança ainda mais na Núbia, até Napata.

Os seus sucessores continuam esta política de expansão. Porém, concluem um acordo com Mittani, grande potência regional de então. Este acordo procurava harmonizar as esferas de influência dos dois reinos sobre a Palestina e a Síria.

Nefertiti
Amenófis III marca uma época de apogeu e grandeza egípcia: para além dos tributos de povos submetidos, afluem produtos da Síria, Mesopotâmia, Anatólia, Creta, Grécia, entre outros. O seu filho Amenófis IV, místico e poeta, empreende uma reforma religiosa que marca a XVIII Dinastia. Rejeita o culto de Ámon e adora o Sol sob o nome de Aton, mais ligado aos indivíduos que às "coletividades". Por isso, muda o nome para Ankhenaton e funda, para nova capital, Aketaton (Tell el Amarna), totalmente construída de raiz.

A arte da XVIII dinastia, dita "Amarniana", é uma arte realista e inspirada, baseada no novo mundo religioso e na expressão do indivíduo. Todavia, a sua nova fé traz problemas. O poderoso clero de Amon subleva-se contra Ankhenaton, cuja conduta política não apresentava sinais de dureza, sendo brando e cordial.

Com a sua morte, a antiga ordem religiosa e política é restaurada imediatamente pelo militar Horemheb. A este sucederá o seu ministro, que adotará o nome de Ramsés I, fundador da XIX Dinastia (c. 1320-1200 a. C.).


Ramsés I
XIX dinastia

Foi fundada em 1293 a.C. quando o faraó Ramsés I assumiu o trono. O último faraó da XVIII dinastia, Horemheb, conseguiu no seu reinado de cerca de um quarto de século estabilizar o Império Egípcio e as suas fronteiras, após o conturbado período dos Reis de Amarna. Contudo, morreu sem herdeiros e deixou como sucessor o seu vizir: Paramesse, agora, Ramsés I.

O Egito conheceu um esplendor inimaginável e que hoje associamos a toda a época do Império Novo. Tanto no curto reinado de pouco mais de uma década de Seti I, como no anormalmente longo reinado de 64 anos de Ramsés II, as campanhas militares sucederam-se e o Egito era a primeira potência da zona do Médio Oriente e Norte de África.

Com a morte de Ramsés II, o Grande, entrou também em declínio a época áurea do Egito faraónico. O seu filho e sucessor Merenptah teve de enfrentar um período de crescente instabilidade durante o seu reinado de cerca de um década. Quando da sua morte, ocorreu um hiato na sucessão no Trono das Duas Terras: os indícios arqueológicos apontam para um verosímil golpe de Estado em que um príncipe secundogénito, Amenmesés, terá aproveitado a ausência do presuntivo herdeiro para tomar o poder durante quatro anos. Aquele que se pensa ser o verdadeiro herdeiro do faraó Merenptah, o príncipe Seti-Merenptah, parece ter conseguido recuperar o trono por volta de 1199 a.C., com o nome de Seti II. A instabilidade da linhagem real é o reflexo das crescentes conturbações políticas e econômicas que iam crescendo no Egito, não raras vezes despoletadas por fatores externos. De fato, o Egito cada vez mais se abria ao Mundo Mediterrânico, perdendo o isolamento quase total que o seu enquadramento geográfico lhe proporcionava. Já desde o Império Médio que as relações diplomáticas, quer hostis quer amigáveis, se vinham intensificando. Com faraós como Amenhotep III, da XVIII dinastia ou Ramsés II, da XIX dinastia, tal intercâmbio com o estrangeiro atinge apogeus de intensidade. Situação que se mantém em continuo daí em diante e que levará a situações como a vivida por Ramsés III face aos Povos do Mar.

 

XX Dinastia



  • TERCEIRO PERÍODO INTERMÉDIO: A ÉPOCA BAIXA – 1069 à 715 a.C.

Se estende entre aproximadamente 1070 a.C. e 664 a.C., compreendendo a XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV dinastias. Durante este período assistiu-se à fragmentação do poder político, com a emergência de vários centros de poder, controlados em alguns casos por povos de origem estrangeira (Líbios e Núbios). Apesar das vicissitudes políticas, o Terceiro Período Intermediário foi em termos gerais caracterizado por um clima de paz.

 XXI Dinastia




XXII Dinastia

Demarca o início da decadência irreversível do Novo Império. Ocorreu duranto o 3º Período Intermediário e durou do ano de 945a.C. até 712a.C. O reinado foi em Bubastis. Estes reis eram líbios, quer dizer que eram estrangeiros. Esta dinastia fez gastos militares excessivos; isto arruinou o Egito. O arqueólogo David Rohl especula que a XXI e a XXII dinastias reinaram juntas, ao mesmo tempo, em capitais distintas (informação carece de fontes).



XXIII Dinastia

Contém várias linhagens de faraós reinando, às vezes ao mesmo tempo, em Tebas, Hermópolis, Leontópolis e Tanis.



XXIV Dinastia

Contém um pequeno grupo de faraós que viveram por pouco tempo e governaram tendo como capital a cidade de Saís, na região ocidental do Delta.



XXV Dinastia

Teve como fundador o Rei núbio Kashta, que foi aceito como governante do Alto Egito até Tebas. Em contra partida, alguns autores consideram o irmão e sucessor de Kashta, Piye. Piye partiu de Napta, numa extensa campanha, e chegou até Mênfis para reclamar a submissão dos governantes locais, em especial de Tefnakhte e Saís e se declarar o único faraó reinante nas terras de Kemet (o Antigo Egito). Este episódio foi registrado em uma enorme estela no templo de Amon em Napta.




  • PERÍODO SAITA – 715 a 525 a.C.


É marcada pelo reinado de Psammetik I (664-610). Ele expulsa os assírios e, assim, consegue estabilizar o país. Seu sucessor, Necau, exerce a mesma política.


XXVI Dinastia

Teve, basicamente como aspectos políticos principais: a manutenção do equilíbrio do poder fazendo acordos e apoiando os rivais da potência dominante num dado momento; e tentativas de refazer as conquistas do Império Novo, principalmente na Síria.




  • PERÍODO PERSA – 525 à 332 a.C.

Ele começa com a conquista do Egito por Cambises. Com a morte de Dario II, em 405 a.C., os egípcios reconquistam a sua independência.


XXVII Dinastia
Artexerxes

Foi a dinastia na qual o Egito foi anexado ao gigantesco Império Persa da Dinastia Aquemênida pelo imperador, e então, faraó Cambisés II.



XXVIII Dinastia

Teve um único faraó, que, em 404 a. C.  libertou o Delta do domínio Persa e 4 anos depois já tinha o Egito sob o seu domínio e intitulou-se faraó. Neste período, outros também, aproveitando-se do caos, insegurança e empobrecimento que os Persas deixaram no Egito no fim de seu reinado, juntaram-se a grupos rebeldes e se intularam reis, mas apenas Amirteus passou a fazer parte da lista oficial de governantes da 28ª dinastia.



XXIX Dinastia

Teve início no ano de 399 a. C. quando Neferites I usurpou o trono de Armiteus derrotando-o em batalha aberta e depois condenando-o à morte.



XXX Dinastia

Período de grande prosperidade em que as tradições artísticas da XXVI dinastia foram retomadas e desenvolvidas. Nectanebo I consegui vencer, também, uma invasão persa em 373 a.C., com a ajuda de gregos, e em 360 a. C. juntou-se a uma aliança de defesa das provincias dominadas pela Persa.

 
 
XXXI Dinastia

Também chamada de 2º Período Persa, inicia-se com a queda de Nectanebo II, que foi derrubado em um ataque persa, no ano de 343 a. C., liderado por Artaxerxes II, tornando-se o fundador desta dinastia.





  • ÉPOCA GRECO-ROMANA – 332 à 30 a.C


Alexandre - "O Grande"
Dinastia Macedônica

Período em que o Egito foi anexado ao gigantesco Império Macedônio.




Dinastia Ptolemaica

Cleópatra VII
Recebe a designação devido ao fato dos seus soberanos terem assumido o nome Ptolemeu (ou Ptolomeu, do grego Ptolemaios). É também conhecida como dinastia lágida em função do nome do pai do fundador da dinastia. Ptolomeu foi um dos generais de Alexandre Magno.

A dinastia insere-se no período helenístico, época que decorre entre a morte de Alexandre e a ascensão do Império Romano, durante a qual se assistiu à difusão da civilização grega pela bacia do mar Mediterrâneo, criando novas formas artísticas, religiosas e políticas. Embora tivesse uma origem estrangeira, a dinastia ptolemaica respeitou a cultura egípcia, revivendo alguns dos seus aspectos do passado e adotando as suas divindades.


 
Referências Bibliográficas:


Redford, Donald Bruce. 1986a. "The Name Manetho". In Egyptological Studies in Honor oRichard A. Parker Presented on the Occasion of His 78th Birthday, December 10, 1983, edited by Leonard H. Lesko. Hannover and London: University Press of New England. 118–121.


JOHN DILLERY, The First Egyptian Narrative History: Manetho and Greek Historiography, aus: Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik 127 (1999) 93–116


http://antigoegipto.com.sapo.pt/


University College London


Shaw, Ian, ed (2000). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press.


Kim Ryholt, The Political Situation in Egypt during the Second Intermediate Period c.1800-1550 B.C." by Museum Tuscalanum Press. 1997.

Grandes Impérios e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol.1 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado, 1996.
Egito, Império Novo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Grandes Império e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol. 1 pg. 37 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado (Brasil e Portugal), 1996



Um comentário:

Haiyat Raziya disse...

Gostaria de pedir desculpas a todos pela demora em postar este artigo, pois por ser longo, demandando tempo de leitura e pesquisa, tive que me dividir em outras atividades.

Portanto, agradeço a todos pela paciência e as diversas colaborações de fontes que recebemos, e desejo que este trabalho seja proveitoso a todos que dele extrairem informações.

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