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terça-feira, 30 de agosto de 2011

EGITO – Da Antiguidade aos Dias Atuais - Capitulo III

Dia a Dia e Cotidiano


Conforme abordamos anteriormente, mesmo com os quase 8.000 anos que nos separam, a civilização egípcia antiga não difere muito da nossa, nos remetendo ao pensamento bem humorado que “nada se cria, tudo se copia”.

A maneira de ser desse Egito cosmopolita e ativo difere de nossos dias basicamente pelo caráter místico imputado a tudo aquilo onde não existia uma explicação, porque até na tecnologia – dadas é claro suas devidas proporções de época, podemos estabelecer compatibilidade.


CASAS – As casas dos mais pobres eram pequenas, com 2 ou 3 cômodos, e um pequeno jardim. Eram feitas de barro ou junco e geralmente construídas muito próximas umas das outras. No telhado havia um pequeno quiosque, onde os moradores passavam boa parte do dia para fugir do calor dentro de casa.

Já as casas dos ricos e abastados eram feitas de tijolos de barro e tinham vários cômodos. As colunas e telhados eram feitos de madeira e pedras. Eram altas, chegando a ter 4 ou 5 andares e suas paredes eram pintadas de cores fortes, com janelas pequenas próximas ao teto. Eram luxuosamente decoradas e mobilhadas, com móveis de cedro ou ébano.




COMIDA – A carne bovina era apreciada, mas era um luxo que nem todos tinham acesso. Quando podiam também assavam gazelas, grous, ovelhas, cabras, entre outros. As carnes mais comuns eram as de peixes e aves aquáticas, muito comuns no Nilo. Na falta de opção melhor, comiam pombos.

A carne era assada em espetos sobre uma fogueira ou cozidas em panelas. O pão (item diário da dieta egípcia) era assado em potes de cerâmica colocados ao redor do fogo, e foram eles que descobriram o processo de fermentação que é utilizado até hoje.

Como sobremesa comiam frutas como figos, romãs e tâmaras. Os alimentos eram adoçados com mel. Como bebida, a cerveja tinha destaque, como já dissemos, porém também eram consumidos leite, vinho e, é claro, água.

Os utensílios para comer consistiam em copos de bronze, travessas e pratos de cerâmica. Também tinham colheres, embora costumassem comer com as mãos. Os utensílios dos faraós eram de ouro e prata.




VESTUÁRIO E BELEZA – Os tecidos eram feitos de linho que eles próprios plantavam. Mulheres usavam vestidos retos até o tornozelo, com duas alças largas nos ombros, e os homens usavam saiote da cintura ao joelho. Os mais ricos usavam saiotes pregueados para os homens e vestidos bordados com contas para as mulheres. Gostavam de branco, mas também usavam modelos coloridos.

Os egípcios antigos gostavam de andar descalços e só usavam sandálias quando queriam parecer mais elegantes.

Os egípcios eram vaidosos e gostavam de se embelezar. Costumavam raspar os pelos do corpo, pois não achavam bonito e para se livrar dos piolhos. Os mais abastados e membros da realeza usavam perucas.

Pintavam os olhos e as unhas. Um dos primeiros cosméticos inventados foi o KOHL, mistura de malaquita com carvão e cinzas. O estilo das maquiagens era variado, conforme a condição social. O tradicional traço escuro grosso ao redor dos olhos tem também uma razão prática: A poeira do deserto provocava inflamações nos olhos; a galena (minério de chumbo triturado) agia como lenitivo na prevenção deste mal.

Todos usavam jóias nas famílias ricas – homens, mulheres e crianças. Grandes e chamativas, ricas em detalhes, eram feitas de ouro, prata, pedras semi-preciosas, conchas, seixos e contas de vidro.





EDUCAÇÃO – No início era privilégio da elite. Com o tempo, o governo estendeu o ensino básico às classes mais baixas, mas as escolas superiores continuavam restritas aos nobres e funcionários da administração do império (alguma semelhança aí com a nossa sociedade? Na nossa opinião COM CERTEZA!).

As crianças freqüentavam a escola dos 6 aos 12 anos. A partir daí, quem podia pagar professores particulares sonhava em ser escriba, pois abria portas para o exercito, funções no tesouro, na medicina, na arquitetura e sacerdócio. Quem não continuava os estudos aprendia a profissão do pai (meninos) ou ajudava a mãe nos trabalhos domésticos (meninas).




FESTAS – Quando os abastados ofereciam banquetes, decoravam a sala principal com flores e cones de perfume, que homens e principalmente mulheres colocavam na cabeça. Este cone era feito de gordura com essências aromáticas. Conforme derretiam, o óleo escorria pelos cabelos, corpo e rosto, hidratando-os e perfumando-os.

Existia um manual de etiqueta escrito que ensinava ao convidado regras de comportamento. Algumas delas são:

- Não encarar ninguém.
- Não falar sem que lhe dirijam a palavra.
- Não rir sozinho.
- Homens e mulheres deveriam ficar separados.
- Os convidados deveriam ficar sentados a maior parte do tempo.
(não seria uma festa muito divertida nos nossos dias, não acham?)




TRABALHO – Durante a construção dos túmulos dos faraós, especializavam-se em lapidação, transporte de pedras e montagem. Haviam também artesãos que fabricavam ferramentas, jóias, armas e utensílios do dia-a-dia. Pintores e escultores eram obrigados a representar os homenageados da forma mais bela possível, pois era assim que eles “voltariam a vida” no outro mundo.

Segundo alguns registros, o dia de trabalho durava 8 horas, com uma pausa para descanso e uma para refeição. Trabalhavam 10 dias seguidos e descansavam um. O pagamento era feito com alimentos (principalmente pão), vinho, azeite, roupas, maquiagem e cerveja.

Foram o egípcios que também criaram um outro comportamento, muito comum em nossos dias: A GREVE. A primeira em que se há registros ocorreu no reinado de Ramsés III, sec. XII a. C.

Os escribas eram considerados a elite da população economicamente ativa. Sua profissão era considerada superior a qualquer outra. Eram essenciais em várias atividades governamentais, como controle de impostos. Estes profissionais eram formados em escolas, sobretudo em Mênfis, e tinham que dominar muito bem a leitura, escrita, desenho, pintura, idiomas, literatura e a História de seu país. O escriba enquanto trabalhava, sentava-se de pernas cruzadas e em um rolo de papiro, usava o sistema de escrita hieroglífico (o sistema deixou de ser usado em 400 d.C.).

As mulheres também assumiam profissões: escribas, agricultoras, sacerdotisas e “micro-empresárias” (gerenciavam padarias e peixarias p.ex.). Outra profissão muito importante era a de embalsamador, que veremos mais adiante.

Graças a mumificação, os egípcios conheciam como nenhum outro povo o funcionamento do corpo humano. Fizeram experiências que resultaram em remédios e tratamento para diversos males. Desenvolveram métodos contraceptivos, analgésicos como o ácido acetilsalicilico (extraído da casca do salgueiro), anestesia para operações com opiáceos ou pó de mármore com vinagre.

Quanto aos procedimentos cirúrgicos, realizavam cirurgias intracranianas e de amputação, finalizando o trabalho com cauterizações e suturas, usando própolis para ajudar na cicatrização do pós-operatório.

Além da criação de instrumentos cirúrgicos específicos para cada procedimento, também desenvolveram próteses e instrumentos para dentistas (inclusive aparelhos ortodônticos!. A prótese mais antiga do mundo foi descoberta em fevereiro de 2011, na múmia de Tabaketenmut (um dedão do pé, em madeira) e em 1992 uma múmia foi descoberta por pesquisadores ingleses, usando um aparelho nos dentes tortos, feito de tiras metálicas.



Outros setores da vida cotidiana da vida dos egípcios antigos não foram relatadas aqui porque merecem especial destaque, dada a importância na cultura de sua civilização. Em breve abordaremos estes assuntos. Aguardem...



BONS ESTUDOS!!!




Referências Bibliográficas:

Curso de Direito do Trabalho, 25ª ed. Saraiva - S. Paulo (2010, pag. 1355)
MANACORDA, M. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO São Paulo: Cortez, 2004.
BOUCHER, François. 20000 Years of Fashion. [S.l.]: Harry N. Abrams, 1987.
Escriba do Antigo Egito. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-08-17].
Aventuras na História, São Paulo: Ed. Abril, Edição Especial, n. 94-A, Mai. 2011.

2 comentários:

NANDA SALIMA disse...

eu ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii esse post... mas eu ainda queria saber o que é um grou....kkkkkk

Haiyat Raziya disse...

Grou é uma ave Nanda. Ela migra entre a Europa e a Asia. ;-D